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terça-feira, 2 de junho de 2009

Quem bate? É o frio.

Hoje deve ter sido o dia mais frio do ano até então (pelo menos assim eu o senti).
Se a dois meses atrás o edredom de outono saiu do armário, unindo-se ao fino lençol de verão, hoje é o dia de chamar o cobertor de inverno para com eles somar forças.

Hoje será dia de dormir quentinha e enroladinha.

Alias, enroladinha é a única semelhança entre eu a pessoa que está dormindo na minha calçada, em cima de folhas de jornal, com o corpo e cabeça cobertos por um misero lençol.
Do frio que reclamei o dia inteiro, a cada ventinho que batia, apenas porque reclamar do frio é uma das maneiras de curti-lo, esta pessoa sentirá de verdade, a noite inteira, sem cessar.

E eu estarei quentinha.

Sinto-me uma babaca por tolerar tudo isso, e completamente impotente por não poder fazer nada por quem sofre tão próximo de mim.


Ps: Sinto que não sei ter um blog, de repente me dá vontade de postar uma pá de coisa num dia só - mas esse eu tinha de escrever.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Da vadiagem.

Conversas muito explicativas do meu estilo de vida:

De lá: “Ele está tão desesperado por dinheiro que tá pensando até em trabalhar!”

De cá: “Até em trabalhar? Sério? Tadinho, a coisa deve tá mal mesmo...”

Afinal só se pensa em atitudes tão extremas após considerar opções melhores, como entrar para a vida do crime ou vender o corpitchu-bunito.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bizarrices desse cotidiano carioca

Tô com fome, e não tem nada comestível por aqui...
Tinha de ir na padaria, (“uma baguete, uma coca, e 100g de queijo prato”, me anteciparia o atendente).
Porem não parece uma boa idéia, uma vez que estou ouvindo uns tiros e gritaria aqui perto, já fazem meia hora, e ouvi a vizinha comentando sobre um movimento sinistro de motos na rua.

Mas tô com fome...
Droga.